Existe um futuro preto e ele não se constrói sozinho
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Festival Feira Preta 2021/Destaque /Primeiro dia de Feira Preta com Ilú Obá de Min

Primeiro dia de Feira Preta com Ilú Obá de Min

Primeiro dia de Feira Preta com Ilú Obá de Min

No dia 11 de novembro acontece a abertura da tão esperada Feira Cultural Preta. Neste ano, o evento será realizado na Casa das Caldeiras, próxima ao metrô Barra Funda, e a entrada será mediante doação de um Kit Natal para famílias das favelas que pegaram fogo (Favelas da Alba, Moinho, Paraisópolis e Vila Prudente): 01 pacote de Fralda ou 01 Kilo de Alimento ou 01 Brinquedo.

A Feira começa às 13h e segue até às 22h, com uma programação que traz exibição de filme, intervenção cultural, espaço para crianças, literatura e show musical.

A poetisa Elizandra de Souza lançará seu livro “Águas da Cabaça” durante o evento. O livro reúne poemas de mulheres negras em diferentes protagonismos e ilustrações de Salamanda Gonçalves e da artista plástica Renata Felinto. A obra faz parte do projeto MJIBA – Jovens Mulheres Negras em Ação, selecionado pelo Programa VAI 2012.

O Projeto A Cor da Cultura exibirá seu acervo de vídeos apresentados no Canal Futura e a Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop fará uma intervenção cultural durante o evento.

As crianças também serão contempladas durante a Feira Preta, no Espaço Brinquedoteca organizado pela Ashoka. O espaço “É brincando que se muda o Mundo” traz uma série de programações e atividades que estimulam as crianças a desenvolverem sua capacidade de transformar o mundo com muita criatividade, brincadeira e alegria.

O Ilú Obá de Min será a atração musical levando para a Feira Preta a musicalidade, ritmo e a cultura afro-brasileira.

Ilú Obá de Min

O Bloco Afro Ilú Oba De Min é uma intervenção cultural baseada na preservação de patrimônio imaterial, trazendo para a região urbana a beleza de antigas tradições. O trabalho coordenado pela arte-educadora e musicista Beth Beli , que desenvolve pesquisa sobre matrizes africanas e afro-brasileiras a mais de 20 anos objetiva a inserção de mulheres, crianças e adolescentes através da arte nos aspectos que compreende a cultura negra e no estudo das influências africanas na cultura brasileira.

A finalidade destes estudos, assim como das oficinas de percussão realizadas, é apropriar-se da nossa história e recontá-la a partir da memória musical, corporal e artística existente no Candomblé, no Jongo, no Maracatu, na Ciranda, entre outras expressões genuínas da cultura popular, explorar a diversidade cultural e rítmica da música brasileira advindas do legado deixado por ancestrais africanos.

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